São Paulo, SP · Brasil
Corinthians
Sport Club Corinthians Paulista · Timão
Nascido em 1910 nas mãos de operários ferroviários, o Corinthians é o clube do povo — campeão inédito da Libertadores 2012, bicampeão mundial e orgulhoso dono da Neo Química Arena, o estádio construído para e pela Fiel.
História
O Sport Club Corinthians Paulista nasceu em 1 de setembro de 1910 no bairro do Bom Retiro, em São Paulo, fundado por cinco trabalhadores ferroviários humildes inspirados pela passagem da equipe inglesa Corinthian F.C. pelo Brasil. Sem recursos para uniformes ou campo próprio, os sócios costuravam suas próprias camisas e jogavam no Campo do Lenheiro. Em 1914, no primeiro campeonato disputado, o Corinthians sagrou-se campeão paulista invicto com dez vitórias em dez jogos — o começo de uma história de conquistas construídas pela fé e pelo trabalho do povo.
Entre 1981 e 1984, em plena ditadura militar, o Corinthians tornou-se palco de um experimento político sem precedentes no futebol mundial: a Democracia Corinthiana. Liderado pelo médico e craque Sócrates, ao lado de Wladimir, Casagrande e Zenon, o movimento instaurou a gestão coletiva — jogadores, técnicos e funcionários votavam em igualdade. No auge das Diretas Já, Sócrates discursou para dois milhões de pessoas no Vale do Anhangabaú, e as camisas entraram em campo com a mensagem 'DIA 15 VOTE'. A Democracia produziu dois títulos paulistas e ficou para sempre gravada como o mais ousado ato político do futebol brasileiro.
Após o inédito Brasileirão de 1990, os títulos de 1998 e 1999 consolidaram o domínio corintiano na virada do milênio. Em 2000, o Corinthians conquistou o primeiro FIFA Club World Cup, derrotando o Real Madrid e o Vasco. Em 2009, o Fenômeno Ronaldo Nazário vestiu a camisa alvinegra, parando São Paulo com sua chegada, marcando 29 gols em 52 partidas e conquistando o Paulistão e a Copa do Brasil no ano do centenário do clube.
O ápice histórico chegou em 2012: invicto em toda a competição, o Corinthians conquistou sua primeira Copa Libertadores sobre o Boca Juniors. Meses depois, no Japão, Paolo Guerrero cabeceou o gol que derrubou o Chelsea e garantiu o bicampeonato mundial. Em 2014, o clube inaugurou a Neo Química Arena em Itaquera — estádio que sediou a abertura da Copa do Mundo e tornou-se o símbolo máximo da identidade popular e orgulhosa da Fiel, a maior torcida do estado de São Paulo.
Ídolos
Dono do "elástico" e de uma canhota devastadora, ídolo do Corinthians e estrela da Máquina Tricolor.
O Doutor liderou a Democracia Corinthiana e foi o melhor da América do Sul em 1983 — o meia mais cultuado do Timão.
O primeiro grande goleiro moderno do país: tetracampeão da Taça Brasil no Santos de Pelé (1962–65) e bicampeão mundial.
O Pé de Anjo — 78 gols diretos de falta, dois Brasileirões e o Mundial de Clubes de 2000.
Símbolo da Democracia Corinthiana — lealdade e causa popular eternizaram-no no Timão.
Centroavante da Democracia Corinthiana — dois Paulistas e uma identidade que transcendeu o gramado.
29 gols em 52 jogos, Paulistão invicto e Copa do Brasil no centenário — missão cumprida.
Herói do título mundial do Corinthians de 2012 sobre o Chelsea (Bola de Ouro do torneio) + bicampeão brasileiro (2015, 2017).
Libertadores, Mundial e dois Brasileirões — o maior treinador do Timão, depois da Seleção.
Conquistas
Fundação
Fundado em 1 de setembro de 1910 por cinco operários ferroviários no bairro do Bom Retiro, inspirados pela passagem da equipe inglesa Corinthian F.C. pelo Brasil.
Campeonato Brasileiro — Série A
O primeiro título nacional da história do Corinthians — aguardado por décadas pela maior torcida do estado de São Paulo — chegou sob o comando de Nelsinho.
Copa do Brasil
Primeiro título da Copa do Brasil na história corintiana, conquistado sobre o Grêmio em Porto Alegre — início de uma saga de conquistas nacionais para a Fiel.
Campeonato Brasileiro — Série A
Segundo Brasileirão, início do bicampeonato que consolidou o Corinthians como o clube dominante do futebol brasileiro na virada do milênio.
Campeonato Brasileiro — Série A
Terceiro título nacional — parte do bicampeonato 1998–1999, uma das séries mais impressionantes da história do Brasileirão.
FIFA Club World Cup
Primeiro título mundial da história corintiana, no torneio inaugural da FIFA — vitória sobre o Real Madrid na fase de grupos e sobre o Vasco da Gama na final.
Copa do Brasil
Segundo título da Copa do Brasil, derrotando o Brasiliense na final — mais uma conquista em um dos períodos mais vitoriosos da história do clube.
Campeonato Brasileiro — Série A
Quarto Brasileirão, com elenco estrelado que incluiu Carlos Tevez e Javier Mascherano na era da parceria com o grupo MSI.
Campeonato Brasileiro — Série B
Título da Série B no retorno imediato à elite, um ano após o traumático rebaixamento inédito de 2007 — a Fiel lotou estádios pelo país e o Timão voltou à primeira divisão como campeão.
Copa do Brasil
Terceiro título da Copa do Brasil, conquistado com Ronaldo em campo — parte do centenário histórico do clube.
Campeonato Brasileiro — Série A
Quinto título nacional — base para o ciclo mais vitorioso do clube, que culminou na Libertadores e no Mundial em 2012.
Copa Libertadores da América
Primeira Libertadores da história do clube, conquistada invicto em toda a competição. Final sobre o Boca Juniors com placar agregado de 3 a 1 — dois gols de Emerson Sheik.
FIFA Club World Cup
Segundo título mundial — gol de cabeça de Paolo Guerrero sobre o Chelsea (1 a 0) em Yokohama. Até hoje a última conquista sul-americana no torneio.
Recopa Sul-Americana
Título continental sobre o São Paulo, complementando o ciclo vitorioso iniciado com a Libertadores de 2012 e consolidando o Corinthians como a maior força do futebol sul-americano no período.
Campeonato Brasileiro — Série A
Sexto Brasileirão, marcando a recuperação do clube após anos difíceis — Tite voltou ao comando e entregou mais um título nacional à Fiel.
Campeonato Brasileiro — Série A
Sétimo título nacional, conquistado com início de temporada invicto em 20 partidas sob o comando de Fábio Carille — um dos inícios de campeonato mais dominantes da história do Brasileirão.
Copa do Brasil
Quarto título da Copa do Brasil, encerrando mais um jejum da Fiel e consolidando o Corinthians como um dos maiores vencedores da competição.
Rivais
Derby Paulista
Citado pela FIFA entre as maiores do mundo — Palmeiras se separou do Timão em 1914 por questões de identidade.
Clássico Majestoso
Desde 1935 — Corinthians com 30 milhões de torcedores contra São Paulo com 16 milhões.
Estádio

A Neo Química Arena nasceu de uma visão apresentada no centenário do clube em 2009: o Corinthians teria seu próprio estádio na zona leste de São Paulo, em Itaquera, erguido pela e para a Fiel. As obras começaram em 30 de maio de 2011 e foram concluídas em abril de 2014, com custo total de R$ 965 milhões. O financiamento combinou R$ 400 milhões do BNDES com créditos tributários da Prefeitura de São Paulo — verbas condicionadas à realização da partida de abertura da Copa do Mundo de 2014 no estádio.
Em 12 de junho de 2014, a arena entrou para a história ao sediar a cerimônia de abertura e a primeira partida da Copa do Mundo: Brasil 3 a 1 Croácia, diante de 68.727 torcedores. No total, o estádio recebeu seis partidas do torneio, incluindo uma semifinal. A contrapartida foi uma dívida significativa: o Corinthians ficou comprometido a amortizar entre R$ 700 e R$ 750 milhões ao longo de doze anos, tornando a gestão financeira do estádio um dos maiores desafios da diretoria no pós-Copa.
Em 1 de setembro de 2020 — exatamente no 110° aniversário do clube — o estádio foi rebatizado Neo Química Arena em um contrato de naming rights de 20 anos com a Hypera Pharma, avaliado em R$ 300 a R$ 320 milhões. O projeto arquitetônico inclui uma fachada oeste de vidro curvo projetada para simular uma bola atingindo uma rede, e um painel de LED de 3.400 m² na fachada leste — um dos maiores do mundo. O nível do campo foi fixado a 777 metros de altitude, em homenagem ao número da sorte do clube.
Com capacidade oficial de 48.205 lugares, a Neo Química Arena foi projetada para amplificar o barulho da Fiel — a cobertura suporta níveis de 113 decibéis. Localizado a 17 minutos de metrô do centro pela Linha 3-Vermelha, Itaquera — reduto histórico da classe trabalhadora paulistana — abraçou o estádio como símbolo de pertencimento. Para a torcida corintiana, a arena é a materialização de um sonho popular: o clube do povo finalmente tem sua própria casa.
Sede Social
Parque São Jorge
Tatuapé, São PauloO Parque São Jorge, na Rua São Jorge, no Tatuapé, é a histórica sede social do Corinthians — a 'Fazendinha' da Fiel, na Zona Leste de São Paulo. São mais de 158 mil m² que reúnem o clube social, parque aquático, ginásios e a administração do Timão. Quem não é sócio pode conhecer o complexo por meio de visitas monitoradas organizadas pelo clube.
Centro de Treinamento
CT Dr. Joaquim Grava
Zona Leste de São Paulo, junto ao Parque Ecológico do TietêInaugurado em setembro de 2010, o CT Dr. Joaquim Grava fica na Rua Arlindo Béttio, junto ao Parque Ecológico do Tietê, com acesso pela Rodovia Ayrton Senna. O nome homenageia o médico Joaquim Grava, histórico colaborador do clube. É onde o elenco profissional do Corinthians treina no dia a dia.
Categorias de Base
Terrão
CT da base, ao lado do CT Dr. Joaquim Grava, zona leste de São PauloA base corintiana atende pelo apelido de Terrão, herança do lendário campo de terra do Parque São Jorge, e seus formados são as 'crias do Terrão'. Dali saíram Casagrande, ícone da Democracia Corinthiana; Marquinhos, que chegou aos 8 anos em 2002 e virou capitão do PSG e zagueiro da Seleção; Willian, vendido ao Shakhtar Donetsk em 2007; e Malcom, decisivo no título brasileiro de 2015 antes de rumar ao Bordeaux. Hoje o sub-15 ao sub-20 treina no CT da base, vizinho ao CT Dr. Joaquim Grava, o sub-11 e o sub-13 seguem no Parque São Jorge, e os jogos acontecem na Fazendinha.
Tour e Museu
Tour Casa do Povo
Itaquera, São PauloTour guiado de cerca de 1h20 pelos bastidores da Neo Química Arena: Museu do Povo, camarotes, sala de imprensa, auditório, vestiário do Corinthians, túnel de acesso ao campo e a beira do gramado. Funciona todos os dias, das 10h às 16h, exceto em dias de jogos e eventos. Ingressos no site oficial do tour.
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Elenco atualizado em 18 de agosto de 2026
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Atacante
Meio-campo
Lateral-direito
Volante
Zagueiro
Lateral-esquerdo
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Mosqueteiro
O mascote oficial do Corinthians é o Mosqueteiro — figura que representa bravura, audácia e espírito de luta. A adoção do símbolo remonta a 1913, quando o Corinthians ingressou na Liga Paulista de Futebol como o 'quarto mosqueteiro', completando o quarteto inspirado nos personagens de Alexandre Dumas ao lado de Americano, Germania e Internacional.
O Mosqueteiro carrega na sua imagem a essência corintiana: destemido, popular e combativo, pronto para enfrentar qualquer adversário com a Fiel às costas. É um símbolo que une as origens operárias do clube à grandiosidade que a Fiel sempre exigiu de seus jogadores em campo.
Torcidas Organizadas
Gaviões da Fieldesde 1969
Fundada em 1º de julho de 1969 por corintianos que queriam fiscalizar a vida política do clube, a Gaviões da Fiel é a maior torcida organizada do Brasil, com sede no Bom Retiro e mais de cem mil associados — e também uma escola de samba do carnaval paulistano. Foi a primeira organizada do país com estrutura administrativa regida por estatuto.
Na Neo Química Arena, a Fiel organizada se concentra no Setor Norte, atrás do gol — setor destinado às uniformizadas registradas na federação paulista, que teve as cadeiras removidas para o apoio em pé e onde os Gaviões abrem seus bandeirões.
Camisa 12desde 1971
Fundada em 1971, na primeira dissidência dos Gaviões da Fiel — com apoio do então presidente do clube, Wadi Helu —, a Camisa 12 é uma das organizadas mais tradicionais do Corinthians e presença constante no Setor Norte da Neo Química Arena.
Estopim da Fieldesde 1979
Oficialmente fundada em 5 de janeiro de 1979, em Diadema, a Estopim da Fiel tem raízes na Invasão Corintiana de 1976, quando torcedores da cidade voltaram do Maracanã decididos a criar sua própria organizada. A partir de 1988 tornou-se também bloco de carnaval e, mais tarde, escola de samba.
Pavilhão Novedesde 1990
Fundada em 9 de setembro de 1990 por nove corintianos, a Pavilhão Nove tem o nome em homenagem ao time do Pavilhão 9 da Casa de Detenção do Carandiru, contra o qual seus fundadores disputavam partidas beneficentes em trabalhos sociais.
Cantos da Torcida
Bando de Loucos
Aqui tem um bando de louco
Louco por ti, Corinthians
Pra aqueles que acham que é pouco
Eu vivo por ti, Corinthians
Eleito "o canto da Fiel" em votação promovida pelo próprio clube, é o retrato da autoimagem corinthiana: um bando de loucos pelo Timão. Ecoa do aquecimento ao apito final.
Eu nunca vou te abandonar
Eu juro que eu nunca vou te abandonar
E se um dia desse mundo eu for embora
Eu prometo que do céu eu vou te ver jogar
Promessa de lealdade eterna nascida na arquibancada, cantada em vários arranjos — dos jogos decisivos aos momentos de crise, quando o apoio incondicional vira ponto de honra.
Sou Timão até morrer
É por isso que eu vibro e canto
Na arquibancada me agiganto
Sou Timão até morrer
Do repertório dos Gaviões da Fiel, resume em três versos a cultura "Fiel até morrer" que define a identidade da torcida corinthiana.
Hino
Hino do Corinthians (O Campeão dos Campeões)
Lauro D'Ávila (letra) e Edmundo Russomanno (música) · 1952Salve o Corinthians
O campeão dos campeões
Eternamente
Dentro dos nossos corações
Escrito pelo radialista Lauro D'Ávila com melodia do maestro Edmundo Russomanno, foi gravado em 1952 na voz de Osny Silva, no disco em saudação ao campeão paulista de 1951, e oficializado pelo clube nos anos 1950. É o segundo hino corinthiano — D'Ávila chegou a recusar convite do Palmeiras para escrever o do rival.
Hino no site oficialGestão
O Corinthians é uma associação sem dono, fundada em 1910 e comandada por presidente e Conselho Deliberativo eleitos. Após a destituição de Augusto Melo em 2025, Osmar Stabile foi eleito indiretamente pelo Conselho para completar o mandato até dezembro de 2026, quando está prevista nova eleição — agora em dois turnos. Em maio de 2026 o Conselho rejeitou propostas de criação de uma SAF, mantendo o modelo associativo.
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