Beira-Rio

Foto Hedestad · CC BY-SA 4.0 · Wikimedia Commons

Porto Alegre · RS

Beira-Rio

Estádio José Pinheiro Borda · Gigante da Beira-Rio · O Gigante

O Gigante à beira do Guaíba, erguido em aterro pelos próprios colorados e reconstruído para a Copa de 2014. Cobertura em membrana, pôr do sol no rio e uma das maiores casas do Sul.

Capacidade50.128Inauguração1969Recorde106.554Jogos da Copa5

Ficha Técnica

Capacidade
50.128
Cobertura total em membrana de PTFE · todos os lugares sentados
Inaugurado
6 de abril de 1969
2011–2014 · R$ 330 milhões · projeto Gigante para Sempre, com financiamento do BNDES e aporte do clube
Gramado
105 × 68 m · grama natural
dimensões oficiais
Coordenadas
30°03′S · 51°14′O
Praia de Belas, na orla do Guaíba
Estrutura
Erguido em aterro à beira do Guaíba, na orla de Porto Alegre

Sport Club Internacional

Av. Padre Cacique, 891 — Praia de Belas, Porto Alegre, RS · CEP 90810-240

A História

O Beira-Rio começou como aterro. O Internacional obteve da prefeitura, nos anos 1950, uma área alagadiça na orla do Guaíba, e passou a década seguinte enchendo-a — com doações de material, mutirões e uma campanha de arrecadação entre sócios que virou parte da mitologia colorada. Quem conduziu a obra foi José Pinheiro Borda, português radicado em Porto Alegre, que morreu antes de ver o estádio pronto e deu nome a ele.

A inauguração veio em 6 de abril de 1969, com Internacional 2×1 Benfica. O estádio nasceu grande: nos anos seguintes recebeu públicos que hoje seriam impensáveis, e o recorde é de 17 de junho de 1972, quando 106.554 pessoas viram Brasil e uma seleção do Rio Grande do Sul empatarem em 3×3 — mais que o dobro da capacidade atual, num tempo de arquibancada em pé.

Nas quatro décadas seguintes o Gigante foi a casa das maiores conquistas do clube, incluindo a Libertadores de 2006, decidida ali. Mas era um estádio aberto, de concreto exposto, cada vez mais distante do padrão que a Copa de 2014 exigiria de uma sede.

A resposta foi o projeto Gigante para Sempre: entre 2011 e 2014 o estádio foi praticamente refeito, ao custo de R$ 330 milhões, com financiamento do BNDES e aporte do próprio clube. Ganhou cobertura total em membrana de PTFE, todos os lugares sentados e a silhueta branca que hoje se vê da orla.

Reformado, recebeu cinco jogos da Copa do Mundo de 2014 e voltou à rotina de sempre: Gre-Nal, Libertadores e as noites em que o vento do Guaíba entra pelo vão da arquibancada. É um dos poucos grandes estádios brasileiros que continua sendo, integralmente, propriedade do clube que o construiu.

Grandes Momentos

1969
InauguraçãoInternacional2×1Benfica
dez anos de aterro na beira do Guaíba
1972
AmistosoBrasil3×3Seleção Gaúcha
106.554 presentes, recorde absoluto da casa
2014
Gigante para SempreConcluída a reforma de R$ 330 milhões, com cobertura em membrana e todos os lugares sentados
2014
Copa do MundoSede de cinco jogos da Copa do Mundo do Brasil

Recordes

Maior público
106.554
Público total presente — Brasil 3×3 Seleção do Rio Grande do Sul, 17 de junho de 1972, com arquibancadas em pé. A capacidade atual é menos da metade disso.
Jogos da Copa de 2014
5
Depois da reforma que converteu o estádio em todos os lugares sentados.
Custo do Gigante para Sempre
R$ 330 mi
Reforma de 2011 a 2014, com financiamento do BNDES e aporte do clube.
Uma década de aterro
1969
Da concessão da área alagadiça, nos anos 1950, à inauguração em 6 de abril de 1969.

Mandantes

Internacional

Dono e único mandante. O estádio foi construído pelo próprio clube, em terreno de aterro conquistado ao Guaíba, e a campanha de arrecadação entre sócios é parte fundadora da identidade colorada.

Como Chegar

Ônibus

É o transporte público que de fato chega ao estádio. Várias linhas partem do Centro e param na Av. Padre Cacique, na altura do estádio — a 165 (Cohab/F. Nery/F. Lemos) é a mais usada pelo torcedor.

Trensurb

Não atende o estádio. A estação mais próxima é a Mercado, no Centro, e de lá ainda são cerca de 5 km — é preciso completar de ônibus ou aplicativo. Sirva-se dela para chegar à cidade, não ao jogo.

Em dia de jogo

O acesso ao estádio se dá pela Av. Edvaldo Pereira Paiva, e o trânsito na orla fica pesado em clássico e em jogo grande. Chegar cedo pela orla, a pé ou de bicicleta, costuma ser mais rápido do que insistir de carro.

Traçar rota

Tour

Tour do Gigante

Av. Padre Cacique, 891 — portaria do estádio

A visita percorre vestiários, túnel de acesso e a beira do gramado, com a vista do Guaíba pelo vão da arquibancada — o elemento que nenhum outro estádio brasileiro tem. Horários e funcionamento em dia de jogo são definidos pelo clube.

A Vizinhança

Praia de Belas é o bairro da orla, entre o Centro e a Zona Sul de Porto Alegre, e o estádio ocupa a ponta dele — literalmente sobre o aterro que o clube fez para ter onde construir. O nome do bairro guarda a memória de quando ali havia praia de rio: o Guaíba lambia a margem onde hoje passa a avenida.

O trecho é de parque e de água. A Orla do Guaíba reformada, com calçadão, ciclovia e arquibancadas voltadas para o pôr do sol, corre colada ao estádio; o Parque Marinha do Brasil, uma das maiores áreas verdes da cidade, fica ao lado, e o Centro histórico, com o Mercado Público, está a cerca de 4 km.

O pôr do sol sobre o Guaíba é atração da cidade por si só, e em dia de jogo à tarde a orla vira antessala do estádio: torcida caminhando pelo calçadão, carrinho de chimarrão e churrasquinho ao longo do parque. Bares e restaurantes de verdade ficam mais perto do Centro e da Cidade Baixa, a poucos minutos dali.