Maracanã

Foto Ricardo Deutsch Junior · CC BY-SA 4.0 · Wikimedia Commons

Rio de Janeiro · RJ

Maracanã

Estádio Jornalista Mário Filho · O Maior do Mundo · O Templo do Futebol

O templo do futebol brasileiro. Casa de Fla e Flu, palco de duas finais de Copa do Mundo e das grandes decisões da Glória Eterna — o estádio onde a bola pesa mais.

Capacidade78.838Inauguração1950Recorde199.854Finais mundiais2×

Ficha Técnica

Capacidade
78.838
Cobertura total do anel · todos os lugares sentados
Inaugurado
16 de junho de 1950
2010–2013 · R$ 1,05 bilhão · reconstrução para a Copa do Mundo de 2014
Gramado
105 × 68 m · grama natural
dimensões oficiais
Coordenadas
22°54′S · 43°13′O
Maracanã, Zona Norte

Governo do Estado do Rio de Janeiro · Consórcio Flamengo–Fluminense, sob contrato de concessão até 2048

Av. Presidente Castelo Branco, s/n — Maracanã, Rio de Janeiro, RJ

A História

Erguido entre 1948 e 1950 para sediar a Copa do Mundo no Rio de Janeiro, o Estádio Jornalista Mário Filho mobilizou mais de 3.500 operários e abriu as portas em 16 de junho de 1950 como o maior estádio do planeta. Em 16 de julho daquele ano, 199.854 pagantes lotaram suas arquibancadas para ver o Brasil precisar apenas de um empate contra o Uruguai. O 2 a 1 celeste ficou eternizado como o Maracanaço — a maior tragédia do futebol nacional e o momento fundador da mística do estádio.

Por décadas o Maracanã foi a arquibancada da nação: sede das finais estaduais, palco do milésimo gol de Pelé em 1969 e caldeirão das noites de Libertadores. A geral, atrás dos gols, era o símbolo do futebol popular carioca — o setor mais barato e mais barulhento do país, extinto nas reformas de modernização.

As adequações às normas de segurança vieram em ondas. Em 1992, após o colapso parcial de um gradil no anel superior, começou a transição para um estádio inteiramente sentado. A reconstrução definitiva ocorreu entre 2010 e 2013, ao custo de R$ 1,05 bilhão: o anel original foi demolido e substituído por uma estrutura mais compacta e coberta, fixando a capacidade em 78.838 lugares.

Reaberto, o estádio recebeu a final da Copa do Mundo de 2014 — Alemanha 1×0 Argentina, na prorrogação, a segunda decisão mundial de sua história — e, dois anos depois, as cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio 2016.

Hoje dividido por Flamengo e Fluminense sob concessão conjunta, o Maracanã segue sendo o palco das grandes decisões do continente: recebeu as finais únicas da Libertadores de 2020 e 2023 e as finais da Copa América de 2019 e 2021. Em 2027 sediará partidas da Copa do Mundo Feminina da FIFA. Nenhum outro endereço do futebol sul-americano carrega tanto peso.

Grandes Momentos

1950
Copa do Mundo · FinalUruguai2×1Brasil
o Maracanaço
1969
Marco históricoSantos2×1Vasco
o milésimo de Pelé
2014
Copa do Mundo · FinalAlemanha1×0Argentina
na prorrogação
2016
Jogos Olímpicos · Rio 2016Cerimônias de abertura e encerramento
Olimpíadas
2019
Copa América · FinalBrasil3×1Peru
em casa
2020
Libertadores · Final únicaPalmeiras1×0Santos
nos acréscimos
2021
Copa América · FinalArgentina1×0Brasil
o título de Messi
2023
Libertadores · Final únicaFluminense2×1Boca Juniors
em casa

Recordes

Maior público
199.854
Brasil 1×2 Uruguai · final da Copa de 1950 · pagantes
Maior público entre clubes
194.603
Fla-Flu · 15/12/1963 · presentes (177.656 pagantes) — recorde mundial para uma partida entre clubes
Maior artilheiro
333
Zico · gols marcados no Maracanã
Gol histórico
1.000°
o milésimo de Pelé · Santos 2×1 Vasco · 19/11/1969
Lotação atual
78.838
desde a reconstrução concluída em 2013
Finais de Copa do Mundo
2×
1950 e 2014 — nas Américas, só o Azteca também recebeu duas

Mandantes

Flamengo

Manda seus jogos no Maracanã desde os anos 1950 e divide a concessão do estádio com o Fluminense. Projeta mudar-se para um estádio próprio no Gasômetro, com 72 mil lugares, previsto para 2036.

Fluminense

Co-concessionário do estádio. Trocou o histórico Estádio das Laranjeiras — primeiro estádio de cimento da América Latina, inaugurado em 1919 — pelo Maracanã como casa permanente a partir dos anos 1950.

Como Chegar

Metrô

Linha 2 — estação Maracanã, com saída direta para o estádio. A forma mais rápida e a recomendada em dia de jogo.

Trem

SuperVia — estação Maracanã, nas linhas de Deodoro, Santa Cruz e Japeri. Integra com o metrô na mesma estação.

Ônibus / BRT

Diversas linhas municipais servem o entorno; o corredor BRT liga a Zona Oeste à região. Desembarque na Rua Professor Eurico Rabelo.

Do aeroporto

Do Galeão (GIG), cerca de 35–45 min de carro. Do Santos Dumont (SDU), cerca de 20 min. Táxi e aplicativos vão diretos; de metrô, a baldeação é na Central.

Estacionamento

Vagas limitadas no entorno e trânsito intenso no pós-jogo — o transporte público é sempre a melhor escolha.

Chegue cedo

Os portões abrem 2h antes. Em decisão, chegue com folga: as filas de acesso e revista se formam cedo nos setores populares.

Traçar rota

Tour

Tour Maracanã

Portão 2 (Setor A) — Av. Presidente Castelo Branco

O tour oficial percorre vestiários, zona mista, beira do gramado e a Calçada da Fama, com os moldes dos pés de craques que marcaram época no estádio. Funciona diariamente, com saídas em horários fixos; em dias de jogo as visitas são reduzidas ou suspensas.

A Vizinhança

O Maracanã é um bairro de classe média da Zona Norte, desmembrado da Tijuca e cercado por Praça da Bandeira, Tijuca e Vila Isabel. É um endereço de tradição esportiva: além do estádio, abriga o Maracanãzinho — ginásio de vôlei e basquete — e o Espaço Mané Garrincha, 1,7 km de ciclovia que dá a volta na arena. A UERJ, uma das principais universidades da cidade, fica ao lado, e São Cristóvão, com a Quinta da Boa Vista e o Museu Nacional, está a cerca de 2 km.

Dessa posição central, quase tudo o que importa no Rio cabe num raio de 20 km. O Centro histórico e a Lapa ficam a cerca de 5 km; o Sambódromo, a cerca de 4 km. A Zona Sul e as praias vêm logo adiante — Copacabana a 8 km, Ipanema e Leblon a cerca de 12 km — e os cartões-postais completam o arco: o Cristo Redentor, no Corcovado, a cerca de 7 km, e o Pão de Açúcar a cerca de 11 km. No extremo do raio, a Barra da Tijuca, a cerca de 20 km.

Em dia de clássico, o entorno inteiro vira arquibancada: os botecos da Tijuca e da Praça da Bandeira enchem cedo, o metrô da Linha 2 despeja torcida direto no portão, e o Maracanã devolve o barulho que só ele sabe fazer.