Nilton Santos

Foto Rafael Henrique Serra · CC BY-SA 4.0 · Wikimedia Commons

Rio de Janeiro · RJ

Nilton Santos

Estádio Olímpico Nilton Santos · Engenhão · Niltão

Construído para o Pan de 2007, palco do atletismo olímpico de 2016 e casa do Botafogo por concessão até 2051. Pista em volta do gramado, trem na porta e oito anos de obra na cobertura.

Capacidade46.831Inauguração2007Recorde43.810ConcessãoAté 2051

Ficha Técnica

Capacidade
46.831
Cobertura parcial · pista de atletismo em volta do gramado
Inaugurado
30 de junho de 2007
2013–2021 · reconstrução da cobertura após interdição
Gramado
105 × 68 m · grama sintética
dimensões oficiais
Coordenadas
22°53′S · 43°17′O
Engenho de Dentro, Zona Norte
Estrutura
Terreno de 200 mil m² em Engenho de Dentro, com pista olímpica

Prefeitura do Rio de Janeiro · Botafogo, sob concessão até 2051

Rua José dos Reis, 425 — Engenho de Dentro, Rio de Janeiro, RJ

A História

O Engenhão nasceu de um evento, não de um clube. Foi construído com dinheiro público para os Jogos Pan-Americanos de 2007, num terreno de 200 mil m² em Engenho de Dentro, e por isso tem o que quase nenhum estádio brasileiro tem: uma pista de atletismo em volta do gramado, que afasta as primeiras filas do campo e define a experiência de assistir ali.

A inauguração foi em 30 de junho de 2007, com Botafogo 2×1 Fluminense diante de 43.810 pessoas — público que segue sendo o recorde da casa. Naquele mesmo ano o clube venceu a licitação para operar o estádio municipal, contrato que vai até 2051 e pode ser renovado até 2071. É assim que um equipamento da prefeitura virou casa de clube.

Em 2013 veio a interdição. Um laudo apontou falta de integridade estrutural na cobertura, com risco de desabamento, e o estádio foi fechado. O Botafogo passou a peregrinar entre outros campos do Rio, e a obra da cobertura se arrastaria por quase uma década.

O futebol voltou em 2015, com o clássico contra o Boavista, mas a história da cobertura não terminou aí. Em 2016 o estádio recebeu o atletismo dos Jogos Olímpicos, com arquibancadas temporárias que levaram a capacidade a cerca de 60 mil, e só em 2021 as obras do teto foram concluídas — o prefeito reinaugurou o equipamento em 12 de maio daquele ano.

Depois disso o estádio entrou na rotina que tem hoje: casa do Botafogo, sede de jogos da Copa América de 2021 e, desde abril de 2023, um dos poucos grandes gramados sintéticos do país, com certificação FIFA Quality Pro. Em 2017 o nome mudou de João Havelange para Nilton Santos, e o clube segue pedindo à torcida que troque o apelido pelo nome do jogador.

Grandes Momentos

2007
InauguraçãoBotafogo2×1Fluminense
43.810 presentes, recorde que ainda resiste
2007
Jogos Pan-AmericanosSede do atletismo e do futebol do Pan do Rio, o evento para o qual o estádio foi construído
2013
InterdiçãoEstádio fechado por falta de integridade estrutural da cobertura, com risco de desabamento
oito anos de obra
2016
Jogos OlímpicosSede do atletismo olímpico, com capacidade ampliada para cerca de 60 mil por arquibancadas temporárias
2021
ReinauguraçãoConcluídas as obras da cobertura, o estádio é reinaugurado em 12 de maio
2021
Copa AméricaSede de jogos da Copa América disputada no Brasil

Recordes

Maior público
43.810
Presentes — Botafogo 2×1 Fluminense na inauguração, 30 de junho de 2007. O recorde da casa é o seu primeiro jogo.
Capacidade olímpica de 2016
≈60.000
Configuração do atletismo dos Jogos, com arquibancadas temporárias — desmontadas depois do torneio.
Obra da cobertura
8 anos
Da interdição de 2013, por risco de desabamento, à conclusão das obras e reinauguração em 12 de maio de 2021.
Fim da concessão
2051
Contrato vencido pelo Botafogo na licitação de 2007, renovável até 2071.

Mandantes

Botafogo

Mandante por concessão, não por propriedade: o estádio é da prefeitura, e o clube venceu a licitação de 2007 para operá-lo até 2051, renovável até 2071. O Botafogo deixou General Severiano e Caio Martins para cá.

Como Chegar

Trem

Estação Olímpica de Engenho de Dentro, da TrensRJ (ex-SuperVia), ao lado do estádio — ramais de Deodoro, Santa Cruz e Japeri, a partir da Central do Brasil. É o acesso projetado para o estádio e o mais rápido.

Metrô + trem

De qualquer ponto da Zona Sul ou do Centro, metrô até a Central do Brasil e baldeação para o trem. Não há estação de metrô no estádio: a Linha 2 atende Engenho da Rainha, que é outro bairro.

A pé, da estação

Da estação até os portões é cerca de 1 km pela Rua Arquias Cordeiro em direção à Rua José dos Reis. O estádio ocupa um quarteirão inteiro e tem entrada por cada uma das quatro ruas que o cercam.

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Tour

Visita ao estádio

Rua José dos Reis, 425 — portaria principal

A visita percorre vestiários, túnel e a beira da pista olímpica, o elemento que distingue este estádio dos demais grandes do Rio. A agenda depende do calendário do Botafogo e do uso do equipamento para atletismo.

A Vizinhança

Engenho de Dentro é subúrbio ferroviário da Zona Norte, a cerca de 10 km do centro do Rio, e cresceu em volta da linha do trem — a estação é anterior ao estádio em mais de um século. É bairro residencial de classe média e média-baixa, de comércio de rua e movimento diário de trabalhadores, sem nada da vitrine turística da Zona Sul.

O estádio é, de longe, o maior equipamento do bairro, e a obra do Pan refez o entorno: a estação ganhou o nome de Olímpica, as ruas em volta foram reurbanizadas e o quarteirão de 200 mil m² virou referência de localização para todo o subúrbio. O Méier, principal centro comercial da Zona Norte, fica a poucos minutos de trem.

Para o torcedor o entorno é prático e sem glamour: botequim de esquina, lanchonete e o comércio da Rua Arquias Cordeiro no caminho da estação. Quem quiser jantar antes ou depois costuma resolver no Méier ou voltar para o Centro — o bairro entrega o jogo, não a noite.