Nubank Parque

Foto Roberto Sabino · CC BY 2.0 · Wikimedia Commons

São Paulo · SP

Nubank Parque

Allianz Parque · Parque Antarctica · Palestra Itália

Arena multiuso construída sobre o Palestra Itália, no terreno que o Palmeiras comprou em 1920. Gramado sintético, cobertura total e a maior agenda de shows do país — futebol e palco no mesmo endereço.

Capacidade43.713Inauguração2014Recorde41.468GramadoSintético

Ficha Técnica

Capacidade
43.713
Cobertura total do anel · todos os lugares sentados
Inaugurado
19 de novembro de 2014
2010–2014 · R$ 630 milhões · construção original
Gramado
105 × 68 m · grama sintética
dimensões oficiais
Coordenadas
23°31′S · 46°40′O
Água Branca, Zona Oeste
Estrutura
Projeto de Tomás Taveira e Edo Rocha · arena multiuso, configurável para shows

Sociedade Esportiva Palmeiras · WTorre, sob concessão

Av. Francisco Matarazzo, 1705 — Água Branca, São Paulo, SP

A História

O endereço é mais antigo que a arena. Em 1920 o então Palestra Itália comprou da Companhia Antarctica Paulista o terreno da Água Branca onde a cervejaria mantinha um campo, e ali levantou o Parque Antarctica — depois Estádio Palestra Itália. O clube joga no mesmo quarteirão há mais de um século.

No fim dos anos 2000 o estádio antigo já não comportava o que se exigia de uma casa de clube grande, e a saída foi radical: demolir e construir no lugar. As obras correram de 2010 a 2014, ao custo de R$ 630 milhões, com projeto de Tomás Taveira e Edo Rocha. A construtora WTorre ergueu a arena e ficou com a concessão para operá-la — arranjo que explica por que os direitos de nome são negociados por ela, e não pelo clube.

A inauguração foi em 19 de novembro de 2014, e repetiu o roteiro de Itaquera seis meses antes: derrota em casa na estreia, Palmeiras 0×2 Sport, pelo Brasileirão. O que veio depois compensou — a arena virou a casa do time mais vencedor da década no país.

A escolha que define o estádio é o gramado. Sintético, ele permite que a arena receba shows de grande porte sem destruir o campo, e é por isso que ela lidera a agenda de espetáculos do país — em 2017 a Pollstar a apontou como a arena que mais vendeu ingressos para shows no mundo. É também a reclamação mais constante dos clubes visitantes, temporada após temporada. O modelo atual foi instalado em 2026.

O recorde de público veio tarde e num clássico: 41.468 pagantes em 6 de agosto de 2025, no 0×2 para o Corinthians. Menos de um ano depois, em 4 de maio de 2026, o nome mudou — o Nubank comprou os direitos por oito anos, até 2034, e o torcedor escolheu em votação entre três opções a que a arena passaria a carregar.

Grandes Momentos

1920
Parque AntarcticaO clube compra o terreno da Companhia Antarctica e passa a mandar seus jogos na Água Branca
o endereço que nunca mudou
2014
InauguraçãoPalmeiras0×2Sport
estreia em casa com derrota
2017
ShowsApontada pela Pollstar como a arena que mais vendeu ingressos para shows no mundo
2025
Brasileirão · ClássicoPalmeiras0×2Corinthians
41.468 pagantes, recorde da casa
2026
Direitos de nomeAllianz Parque passa a se chamar Nubank Parque, em contrato de oito anos até 2034
nome escolhido por votação da torcida

Recordes

Maior público em jogo
41.468
Pagantes — Palmeiras 0×2 Corinthians, 6 de agosto de 2025.
Capacidade em shows
50.265
Configuração de espetáculo, contra 43.713 no futebol. A arena também opera em modo anfiteatro, com cerca de 16 mil lugares.
Arena do mundo em shows
1º
Ranking da Pollstar em 2017, por ingressos vendidos para espetáculos.
Custo da construção
R$ 630 mi
Obra de 2010 a 2014, no terreno do demolido Palestra Itália.

Mandantes

Palmeiras

Dono do terreno e único mandante. O clube comprou a área da Companhia Antarctica em 1920 e nunca saiu dela — o Palestra Itália foi demolido para dar lugar à arena, no mesmo quarteirão.

Como Chegar

Metrô

Linha 3–Vermelha até Palmeiras–Barra Funda, a cerca de 800 metros da arena — dez minutos a pé pela Av. Francisco Matarazzo, que leva direto aos portões.

Trem

Linhas 7–Rubi e 8–Diamante da CPTM param na mesma estação Palmeiras–Barra Funda, sem baldeação. É o acesso de quem vem de Osasco, Barueri, Carapicuíba e do oeste da região metropolitana.

Ônibus

O Terminal Rodoviário Tietê e o Terminal Barra Funda ficam na mesma estação, o que faz da Barra Funda o ponto de chegada também de quem vem de outra cidade direto para o jogo.

Traçar rota

Tour

Tour da arena

Av. Francisco Matarazzo, 1705 — recepção do tour

A visita percorre vestiários, túnel, beira de gramado e as áreas premium da arena. Por ser um espaço multiuso, a agenda depende também dos shows: em semana de montagem ou desmontagem de palco o tour costuma ser reduzido ou suspenso.

A Vizinhança

A Água Branca é bairro de transição na Zona Oeste: antiga zona industrial de galpões e cervejaria — foi a Companhia Antarctica que deu nome ao parque — hoje tomada por torres residenciais, escritórios e shopping. Faz divisa com a Barra Funda, a Lapa e Perdizes, e é cortada pela Av. Francisco Matarazzo e pela Marginal Tietê.

O entorno tem mais equipamento público que a média dos estádios paulistanos. O Memorial da América Latina, projeto de Niemeyer, fica ao lado da estação; o Parque da Água Branca, com seus pavilhões e feira orgânica, está a poucos quarteirões; e o complexo da Barra Funda reúne metrô, duas linhas de trem e o terminal rodoviário num só ponto.

Para o torcedor isso significa uma coisa prática: dá para chegar, comer e sair sem carro. A Av. Francisco Matarazzo concentra bares e restaurantes no trajeto da estação até a arena, e Perdizes e a Pompeia, logo atrás, têm a vida noturna que o próprio quarteirão do estádio não tem.