Chapecó, SC · Brasil

Chapecoense

Associação Chapecoense de Futebol · Verdão

Fundada em 1973 no Oeste de Santa Catarina, a Chapecoense renasceu das cinzas de novembro de 2016 para conquistar o Brasil — eternizando os que partiram e levando o Furacão do Oeste de volta à elite nacional.

Fundado1973Copa Sul-Americana2016Série B2020EstádioArena CondáFornecedorKappaNo Brasileirão20º

História

A Associação Chapecoense de Futebol nasceu em 10 de maio de 1973 na cidade de Chapecó, no extremo Oeste de Santa Catarina. O clube surgiu da fusão de dois times da região e rapidamente se tornou o representante máximo do interior catarinense, acumulando títulos estaduais e forjando uma identidade marcada pela garra e pelo espírito de superação. Por décadas, a Chapecoense navegou pelas divisões inferiores do futebol brasileiro, construindo sua base sem o glamour dos grandes centros, mas com a lealdade de uma torcida que fez do Furacão do Oeste uma causa de vida.

O projeto de ascensão ganhou velocidade nos anos 2010 sob a gestão de Plínio David de Nes Filho, que transformou o clube num modelo de gestão eficiente sem grandes investimentos. Em 2014, a Chapecoense chegou à Série A pela primeira vez, onde se firmou com campanhas sólidas e conquistas continentais inéditas para um clube de seu porte. Em 2016, o Furacão chegou à final da Copa Sul-Americana — seu maior feito até então —, preparando-se para enfrentar o Atlético Nacional em Medellín e escrever o capítulo mais glorioso de sua história.

Na noite de 28 de novembro de 2016, o voo LaMia 2933 caiu nas montanhas da Colômbia a caminho de Medellín, matando 71 das 77 pessoas a bordo — entre elas 19 dos 22 jogadores do plantel. Apenas três atletas sobreviveram: Alan Ruschel, Jakson Follmann e Neto. O mundo parou diante da tragédia, e o Atlético Nacional pediu formalmente à CONMEBOL que o título fosse entregue à Chapecoense, o que foi feito em cerimônia emocionante. A Copa Sul-Americana de 2016 pertence ao Furacão do Oeste — ao time que partiu e ao clube que ficou.

O renascimento foi lento e doloroso, mas a Chapecoense nunca deixou de existir. Com jogadores contratados em caráter de emergência, o clube permaneceu na Série A em 2017 por decisão unânime da CBF, e nos anos seguintes reconstruiu seu elenco e sua identidade. Em 2020, a Chape conquistou o título da Série B e voltou à elite, honrando a memória dos que partiram. Em 2026, retorna à Série A mais uma vez, carregando a história mais comovedora do futebol brasileiro e a certeza de que o Furacão do Oeste não pode ser apagado.

Ídolos

Conquistas

2016

Copa Sul-Americana

Concedida postumamente pela CONMEBOL e pelo Atlético Nacional após o acidente aéreo de 28 de novembro de 2016, que ceifou a vida de 71 pessoas a bordo do voo LaMia 2933. A taça pertence ao time que deveria disputar a final em Medellín — e que se tornou eterno no coração do futebol mundial.

2020

Campeonato Brasileiro Série B

Título que simbolizou o renascimento da Chapecoense após a tragédia de 2016. O time, reconstruído com sangue novo e espírito coletivo, conquistou a Série B e garantiu o retorno à elite — honrando a memória dos que partiram e devolvendo ao Furacão do Oeste seu lugar no futebol brasileiro.

Rivais

HistóricoCruzeiro

Duelo da Superação

O Cruzeiro foi a pedreira azul que testou o Furacão do Oeste nos momentos decisivos da Série A.

Estádio

Arena Condá
Arena Condá
Foto Daniel Isaia / Agência Brasil · CC BY 3.0 BR · Wikimedia Commons
Capacidade22.000
Inaugurado1980
CidadeChapecó, SC

A Arena Condá foi inaugurada em 20 de maio de 1952, em Chapecó, como símbolo da ambição esportiva do Oeste catarinense. O nome homenageia o líder indígena Kaingang Vitorino Condá, figura histórica da região. Ao longo das décadas seguintes, o estádio passou por ampliações e reformas que refletiram o crescimento do clube e da cidade, até ganhar um projeto moderno de reforma integral entre 2007 e 2014, com investimento superior a R$ 25 milhões e capacidade ampliada para 20.089 espectadores.

Com a ascensão da Chapecoense à Série A nos anos 2010, a Arena Condá tornou-se palco de partidas que nenhum torcedor jamais esquecerá — inclusive vitórias históricas sobre grandes clubes nacionais que confirmaram o Furacão do Oeste como competidor legítimo da elite. Em 28 de novembro de 2016, quando a tragédia do voo LaMia 2933 foi anunciada ao mundo, a arena virou ponto de encontro de uma cidade que chorava seus filhos. Flores, camisas e lenços cobriram os portões enquanto o Brasil inteiro se solidarizava com Chapecó.

Nos anos seguintes, a Arena Condá foi o lugar onde a Chapecoense renasceu jogo a jogo, torcedor a torcedor. Em 2020, quando o título da Série B foi conquistado, o estádio vibrou como nunca — uma celebração que misturava alegria e emoção, vitória e saudade. Em 2026, com a Chapecoense de volta à Série A, a Arena Condá volta a receber o futebol de elite, reafirmando seu papel como santuário de uma torcida que aprendeu que o amor pelo clube é mais forte do que qualquer adversidade.

Sede Social

Arena Condá

Centro, Chapecó

A sede administrativa da Chapecoense funciona na Arena Condá, na Rua Clevelândia, no Centro de Chapecó. Inaugurado em 2009, o estádio abriga os escritórios do clube e é também a casa dos jogos do Verdão do Oeste. Para o torcedor, é o endereço único da vida institucional e dos dias de jogo.

Centro de Treinamento

CT Água Amarela

Linha Água Amarela, zona rural de Chapecó

A Chape treina no CT Água Amarela, na Linha Água Amarela, no interior de Chapecó. O centro pertence ao Grêmio Esportivo Baldissera e é utilizado pelo clube em regime de comodato firmado em 2011. Os treinos ali costumam ser atividades fechadas ao público.

Categorias de Base

Base da Chapecoense

CT Água Amarela, Chapecó

Clube jovem, fundado em 1973, a Chapecoense estruturou suas categorias de base recentemente; elas treinam no CT Água Amarela e em campos de cidades vizinhas como Coronel Freitas e Cordilheira Alta. A aposta é a integração constante ao profissional: formados no clube como Perotti, Mailson e Kauan Faria ganharam espaço no elenco principal, e a Copa São Paulo de 2026 rendeu as promoções do goleiro Kainã e do zagueiro Vinicius Eduardo. A base ainda não produziu nomes de projeção internacional, mas é tratada como pilar estratégico do projeto do clube.

Tour e Museu

Visitação da Arena Condá + Átrio Davi Barella Dávi

Centro, Chapecó

O roteiro de visitação da Arena Condá abre áreas antes restritas: o Museu da Chapecoense, vestiários, sala de imprensa e o túnel de acesso ao gramado. Ao lado do estádio, o Átrio Davi Barella Dávi homenageia as vítimas da tragédia de 2016, com a obra Gol Eterno e uma fonte com o mapa da América do Sul em relevo destacando Chapecó e Medellín — o memorial é aberto e pode ser visitado livremente. Confirme os horários da visitação com o clube antes de ir.

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Elenco

Elenco atualizado em 28 de janeiro de 2026

Goleiro

1brRafael Santos
12brLéo Vieira

Lateral-esquerdo

14brCadu
37pyWalter Clar
6brMancha
91brBruno Pacheco

Lateral-direito

2brMarcos Vinicius
26brEverton

Zagueiro

15brRafael Thyere
3brDoma
4brJoão Paulo
21brKauan
25brVictor Caetano
33brBruno Leonardo

Atacante

70brRubens
77brItalo
18brNeto Pessoa
90brMailson
7brMarcinho
97brÊnio
9brTúlio Eduardo
11cdBolasie

Volante

16brBruno Matias
5brJoão Vitor
8brRobert
22brHigor Meritão
27brCamilo

Meio-campo

88brYago Felipe
19brDavid Antunes
20brJean Carlos
99brRafael Carvalheira
10brGiovanni Augusto

Camisas

Casa
Visitante
Camisa oficial

Sócio

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Mascotes

Índio Guerreiro

O Índio Guerreiro é o mascote oficial da Associação Chapecoense de Futebol, representando o espírito combativo e a identidade cultural do Oeste de Santa Catarina. O personagem é inspirado em Vitorino Condá, líder Kaingang que habitou a região do vale do Rio Uruguai no século XIX e cujo nome batiza o estádio do clube. Nas cores verde e branco da Chapecoense, o Índio Guerreiro carrega o mesmo espírito de resistência que define o clube: nascido no interior, desafiando os grandes, nunca se rendendo.

Presença constante nos jogos da Arena Condá, o Índio Guerreiro é especialmente querido pelas crianças e pelas gerações mais jovens da torcida verdão. Após a tragédia de 2016, o mascote ganhou um peso simbólico ainda maior: continuar aparecendo em cada jogo tornou-se um ato de afirmação de que a Chapecoense não havia desaparecido. O Índio Guerreiro existe para lembrar que este clube tem raízes mais fundas do que qualquer catástrofe pode alcançar — e que o Furacão do Oeste sempre voltará.

Torcidas Organizadas

Barra da Chapedesde 2013

Fundada em 2013 — a estreia foi num Chapecoense x ABC pela Série B daquele ano —, a Barra da Chape nasceu de um grupo de amigos decidido a mudar o jeito de torcer em Chapecó, trazendo a cultura do alento: cantar os 90 minutos, sem parar, independentemente do placar.

Hoje é a maior torcida do clube e quem comanda a festa na Arena Condá em dia de jogo, no estilo das barras dos vizinhos argentinos e uruguaios.

Cantos da Torcida

Vamo, vamo, Chape

Vamo, vamo, Chape!

Vamo, vamo, Chape!

O grito símbolo da Chapecoense, entoado em coro na Arena Condá. Em 2016 correu o mundo, cantado por torcidas de vários países em solidariedade ao clube, e voltou a embalar o acesso à Série A conquistado em 2025.

Vamos Chapecoense

Vamo, vamo, minha Chape

Contigo vou até o final

Canto da Barra da Chape, a organizada que se posiciona atrás do gol na Arena Condá, jurando fidelidade ao Verdão do Oeste até o fim.

Hino

Hino Oficial da Associação Chapecoense de Futebol

Luiz A. Meyer

Ó glorioso verde que se expande entre os estados

Tu és sempre um esplendor

Nas alegrias e nas horas mais difíceis

Meu furacão, tu és sempre um vencedor

Trecho — letra completa no site oficial

De autoria de Luiz A. Meyer, o hino exalta o verde do Oeste catarinense e a garra do Furacão. Depois da tragédia aérea de 2016 ganhou ainda mais peso emocional, entoado nas arquibancadas da Arena Condá como símbolo de superação do clube e da cidade de Chapecó.

Gestão

ModeloAssociação
Desde1973
PresidenteAlex Passos
Mandato2026–2028

A Chapecoense segue associação, fundada em 1973 e comandada por presidente e conselhos eleitos pelos sócios. O caminho da SAF é discutido desde dezembro de 2021: uma SAF chegou a ser registrada com 95% do patrimônio mantido pela associação, mas sem investidor externo até julho de 2026, quando o Conselho Deliberativo ainda debatia o tema em reunião extraordinária. Qualquer proposta de investidor precisa ser aprovada pelo Conselho.

Canais Oficiais