Belo Horizonte, MG · Brasil

Cruzeiro

Cruzeiro Esporte Clube · Raposa

Do Mineirão da Libertadores de 1976 à faixa azul de Ronaldo nos anos 90, o Cruzeiro é o maior campeão de Minas — dono de quatro Brasileirões, seis Copas do Brasil e duas Libertadores — e símbolo de renascimento após superar a maior crise de sua história.

Fundado1921Série A4×Libertadores2×EstádioMineirãoFornecedorAdidasCopa do Brasil6×No Brasileirão6º

História

O Cruzeiro Esporte Clube nasceu em 1921 em Belo Horizonte com o nome de Società Sportiva Palestra Italia, fundado por imigrantes italianos radicados em Minas Gerais. Em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial, pressões políticas forçaram a mudança do nome — e o Cruzeiro do Sul, constelação que adorna o escudo celeste, foi escolhido para representar o clube que se tornaria o maior de Minas Gerais.

A era dourada chegou nos anos 1960 com a dupla Tostão e Dirceu Lopes, o Belo, ídolos que conduziram o clube ao Campeonato Brasileiro de 1966. Em 1976, o Cruzeiro tornou-se o primeiro clube mineiro a vencer a Copa Libertadores, derrotando o River Plate na final. Vinte e um anos depois, em 1997, a Raposa repetiu o feito — dessa vez com um jovem Ronaldo na equipe, que havia balançado as redes do Cruzeiro com absurda frequência antes de rumar à Europa.

Os anos 2000 e 2010 foram de hegemonia interna: quatro títulos brasileiros (2003, 2013, 2014 e o pioneiro de 1966), seis Copas do Brasil e um elenco repleto de estrelas. O goleiro Fábio, com mais de 800 partidas de Cruzeiro no peito, tornou-se o maior símbolo de lealdade da história do clube. Mas uma gestão desastrosa levou ao colapso financeiro em 2019 e ao inédito rebaixamento para a Série B — catástrofe que abalou a torcida celeste até os alicerces.

Em 2021, Ronaldo Nazário adquiriu a maioria das ações do clube e iniciou a reconstrução. O Cruzeiro venceu a Série B de 2022 com folga e voltou à elite. Sob a direção técnica e administrativa renovada, a Raposa recuperou o orgulho de ser o Rei de Copas — e o Mineirão voltou a rugir com seus mais de 60 mil torcedores, prontos para escrever o próximo capítulo dessa história gloriosa.

Ídolos

Conquistas

1966

Campeonato Brasileiro

Primeiro título nacional do Cruzeiro, disputado na era da Taça Brasil. A geração de Tostão, Dirceu Lopes e Wilson Piazza mostrava ao Brasil que Belo Horizonte havia chegado ao topo do futebol nacional.

1976

Copa Libertadores

A primeira Libertadores do Cruzeiro foi também a primeira de um clube brasileiro desde o Santos de 1963. A Raposa derrotou o River Plate na final, com Nelinho e Joãozinho como heróis, e mostrou ao mundo que o futebol de Minas Gerais podia brilhar em toda a América.

1993

Copa do Brasil

Primeiro título do Cruzeiro na Copa do Brasil — a Raposa derrotou o Grêmio na final e abriu uma era de domínio nacional que renderia mais cinco troféus na mesma competição.

1996

Copa do Brasil

Segundo título do Cruzeiro na Copa do Brasil, consolidando o apelido de Rei de Copas. A competição tornava-se especialidade da casa para a Raposa.

1997

Copa Libertadores

Segunda Libertadores do Cruzeiro, vinte e um anos após a primeira. A Raposa derrotou o Sporting Cristal do Peru na final e mostrou que a celeste seguia sendo força continental — com um Ronaldo jovem que havia dado os primeiros passos no clube antes de rumar à Europa.

2000

Copa do Brasil

Terceiro título do Cruzeiro na Copa do Brasil. A Raposa firmava-se como o clube dominante da competição, acumulando troféus nacionais com uma regularidade impressionante.

2003

Campeonato Brasileiro

Segundo título nacional do Cruzeiro, conquistado com 100 pontos em 46 partidas — a melhor campanha do Brasileirão no formato de pontos corridos. Em 2003, a Raposa venceu também o Mineiro e a Copa do Brasil, tornando-se o único clube brasileiro a conquistar a Tríplice Coroa.

2003

Copa do Brasil

Quarto título do Cruzeiro na Copa do Brasil, sobre o Flamengo na final. Conquistado no mesmo ano do Brasileirão e do Mineiro, completou o Tríplice Coroa — feito inédito no futebol brasileiro até então.

2013

Campeonato Brasileiro

Terceiro Brasileirão do Cruzeiro, encerrado com quatro rodadas de antecedência — o título mais antecipado da história recente do campeonato. Everton Ribeiro foi o grande destaque da temporada.

2014

Campeonato Brasileiro

Quarto título nacional do Cruzeiro e segundo consecutivo — feito alcançado por apenas alguns clubes na história. A campanha de 2014 foi dominante e confirmou a hegemonia celeste no futebol brasileiro da época.

2017

Copa do Brasil

Quinto título na Copa do Brasil, sobre o Flamengo. A Raposa igualava o Grêmio como o clube com mais troféus nessa competição, consolidando o apelido de Rei de Copas.

2018

Copa do Brasil

Sexto título do Cruzeiro na Copa do Brasil, conquistado contra o Corinthians na final. O Rei de Copas reafirmava seu domínio na principal competição eliminatória do futebol brasileiro.

2022

Campeonato Brasileiro — Série B

Retorno à Série A como campeão da segunda divisão, encerrando um capítulo doloroso iniciado com o rebaixamento inédito de 2019. O título confirmou a reconstrução do clube sob o novo modelo SAF e reacendeu as esperanças celestes.

Rivais

ClássicoAtlético-MG

Clássico Mineiro

Raposa contra Galo — celeste e alvinegro dividem BH ao meio com mais de 10 milhões de apaixonados.

HistóricoSantos

Duelo dos Campeões

Dois dos clubes mais vitoriosos do Brasil com décadas de duelos desde a final da Taça Brasil de 1966.

Estádio

Mineirão
Mineirão
Foto Rodrigo Lima / Portal da Copa · CC BY 2.0 · Wikimedia Commons
Capacidade61.846
Inaugurado1965
CidadeBelo Horizonte, MG

O Estádio Governador Magalhães Pinto, universalmente conhecido como Mineirão, foi inaugurado em 1965 no bairro da Pampulha em Belo Horizonte, ao lado do conjunto arquitetônico projetado por Oscar Niemeyer. Com capacidade original de mais de 100.000 torcedores, era um dos maiores estádios do mundo e tornou-se o coração do futebol mineiro — palco natural do Clássico Mineiro e de jogos históricos da Seleção Brasileira.

Para a Copa do Mundo de 2014, o Mineirão passou por uma ampla reforma que modernizou toda a estrutura e reduziu a capacidade para cerca de 62.000 lugares sentados. O estádio ganhou nova cobertura, sistemas de iluminação de última geração e instalações modernas — sem perder a atmosfera intimidante que faz do Mineirão uma das arenas mais temidas do futebol sul-americano. A semifinal da Copa, em que a Alemanha humilhou o Brasil por 7×1, ficou gravada para sempre na memória do estádio.

Para o Cruzeiro, o Mineirão é mais que um estádio: é um santuário. Foi lá que a Raposa encaminhou sua primeira Copa Libertadores, em 1976, e foi lá que os quatro Brasileirões e incontáveis Copas do Brasil foram celebrados com fogos e bandeiras celestes. Quando o Mineirão está cheio de azul, Belo Horizonte para — e o Brasil inteiro ouve o rugido do Maior de Minas.

Sede Social

Sede do Barro Preto

Barro Preto, Belo Horizonte

A tradicional sede urbana do Cruzeiro fica na Rua dos Guajajaras, no Barro Preto, região central de Belo Horizonte. O endereço histórico concentra a vida institucional da associação celeste. O clube mantém ainda sedes campestres para os associados, enquanto o futebol se organiza a partir da Toca da Raposa.

Centro de Treinamento

Toca da Raposa II

Trevo, região da Pampulha, Belo Horizonte

Inaugurada em 9 de março de 2002, a Toca da Raposa II é o CT do elenco profissional do Cruzeiro, no bairro Trevo, região da Pampulha. Em 86 mil m², reúne quatro campos oficiais — dois com as medidas do gramado do Mineirão —, hotel de concentração, refeitório e escritórios. A Toca da Raposa I, pioneira entre os CTs do país, segue dedicada às categorias de base.

Categorias de Base

Base do Cruzeiro (Toca da Raposa I)

Bairro Bandeirantes, região da Pampulha, Belo Horizonte

As 'Crias da Toca' se formam na Toca da Raposa I, a Toquinha — primeiro CT projetado exclusivamente para um clube de futebol no Brasil, inaugurado em 1973 e hoje dedicado às categorias sub-14 a sub-17 e ao futebol feminino. A base celeste revelou Dirceu Lopes, o 'Príncipe', campeão mineiro juvenil de 1964 e titular do time principal por 12 anos; Maicon, lateral da geração da Tríplice Coroa de 2003 que brilhou na Inter de Milão e marcou pela Seleção na Copa de 2010; e Lucas Silva, bicampeão brasileiro em 2013-14 e negociado com o Real Madrid. Vitor Roque também iniciou sua formação na Toca antes de se transferir ao Athletico e chegar ao Barcelona.

Tour e Museu

Tour do Mineirão + Museu Brasileiro do Futebol

Pampulha, Belo Horizonte

A experiência oficial na casa celeste é operada pelo próprio Mineirão (Minas Arena), não pelo Cruzeiro. O tour de bastidores, com cerca de 1h30, passa por vestiários, sala de coletiva, zona mista, beira do gramado e áreas VIP, e inclui o Museu Brasileiro do Futebol, que conta a história do estádio e do futebol mineiro. Pode ser cancelado em dias de jogos e eventos; ingressos e horários no site do Mineirão.

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Elenco

A fonte não informa a data desta atualização.

Goleiro

1brCássio
81Otávio
41Léo Aragão

Atacante

17coLuis Sinisterra
19brKaio Jorge
20brWesley
70Kenji
22coNéiser Villarreal
77brGabriel Pec
9brBruno Rodrigues
91brChico da Costa
97uyLucho Rodríguez
11brMarquinhos
94brWanderson
99ecKeny Arroyo

Zagueiro

43João Marcelo
34Jonathan Jesus
15brFabrício Bruno

Lateral-direito

2Kauã Moraes
23brFagner
12brWilliam

Meio-campo

67João Costa
10brMatheus Pereira
38Felipe Morais

Volante

5brZé Lucas
7brMatheus Henrique
8brGerson
29arLucas Romero
16brLucas Silva

Lateral-esquerdo

27arGabriel Rojas

Camisas

Casa
Visitante
Camisa oficial

Sócio

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Mascotes

Raposão

O Raposão é a raposa adulta que representa o Cruzeiro desde 1945 — e que deu origem ao apelido mais famoso do clube. Veloz, astuta e indomável, a raposa foi escolhida como símbolo do time celeste pela esperteza e pela capacidade de superar adversários maiores com inteligência e ginga.

O Raposão é presença obrigatória no Mineirão nos dias de jogo, vestindo as cores celeste e branca e empolgando a torcida. Com décadas de história, ele é o guardião da tradição do Cruzeiro e o companheiro fiel de todas as gerações de torcedores que passaram pelo templo da Pampulha.

Raposinho

Criado em 2010 para se comunicar com as novas gerações de torcedores, o Raposinho é a versão jovem e moderna da raposa celeste. Com traços mais arredondados e expressão mais animada, o personagem foi pensado para crianças e para o universo digital — mascote para redes sociais, produtos infantis e ações de marketing.

O Raposinho convive harmoniosamente com o Raposão nas comunicações do clube, representando a continuidade e a renovação do legado celeste. Juntos, eles garantem que a identidade da Raposa chegue a torcedores de todas as idades — do avô que viu Tostão jogar ao neto que assiste pelo celular.

Torcidas Organizadas

Máfia Azuldesde 1977

Fundada em 5 de junho de 1977 pelos irmãos Henri e Éder Toscanini, a Máfia Azul é a maior torcida organizada do Cruzeiro. Seu símbolo é uma raposa azul, referência ao mascote e às cores do clube, e é ela quem dita o ritmo da arquibancada celeste no Mineirão.

Pavilhão Independentedesde 1997

Fundada em 28 de outubro de 1997 por dissidentes da Máfia Azul — o nome original era Pavilhão Azul —, a Torcida Pavilhão Independente se consolidou como uma das principais organizadas do clube e presença constante no Mineirão.

Fanáti-Cruzdesde 1999

A ideia nasceu no Morumbi, na final do Brasileirão de 1998 contra o Corinthians, e o movimento foi fundado em 28 de julho de 1999, estreando na primeira rodada do Brasileirão daquele ano. Conhecida como a barra do Cruzeiro, a Fanáti-Cruz aposta no canto contínuo ao estilo das barras sul-americanas.

Cantos da Torcida

Vamos, vamos, Cruzeirô

Vamos, vamos, Cruzeirô

Vamos, vamos a ganhar

Vou aonde você for

Só pra ver você jogar

Clássico das arquibancadas celestes, no portunhol típico dos cantos platinos — um dos mais entoados no Mineirão para empurrar a Raposa.

Nós somos loucos, somos Cruzeiro

Dizem que somos loucos da cabeça

Amamos o Cruzeiro, é o que interessa

Nós somos loucos, somos Cruzeiro!

Criada por um grupo de amigos no Mineirão e adotada como hino de arquibancada, chega a citar "La Bestia Negra", apelido do clube na América do Sul.

Hino

Hino do Cruzeiro Esporte Clube

Jadir Ambrósio (letra e música) · 1966

Nos gramados de Minas Gerais

Temos páginas heroicas e imortais

Cruzeiro, Cruzeiro querido

Tão combatido, jamais vencido

Trecho — letra completa no site oficial

Obra do maestro e sambista Jadir Ambrósio (1922–2014), vencedora do concurso promovido pelo clube com a Rádio Inconfidência em meados dos anos 1960. Seu verso de abertura, sobre o grande clube da cidade que mora no coração do torcedor, virou marca registrada da Toca da Raposa e do Mineirão.

Gestão

ModeloSAF
Desde2024
ControladorPedro Lourenço

A SAF do Cruzeiro foi criada no início de 2022, quando Ronaldo Fenômeno assumiu 90% das ações via Tara Sports. Em abril de 2024, Pedro Lourenço — o Pedrinho BH, dono da rede Supermercados BH — comprou o controle de Ronaldo em negócio de R$ 600 milhões e segue como acionista majoritário, com a associação mantendo os 10% restantes.

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