Mineirão

Foto Rodrigo Lima / Portal da Copa · CC BY 2.0 · Wikimedia Commons

Belo Horizonte · MG

Mineirão

Estádio Governador Magalhães Pinto · Gigante da Pampulha

O Gigante da Pampulha. Casa do Cruzeiro dentro de um patrimônio da humanidade, palco das duas Libertadores celestes — e do 7×1 que o Brasil não esquece.

Capacidade61.846Inauguração1965Recorde132.834Patrimônio UNESCO2016

Ficha Técnica

Capacidade
61.846
Cobertura total do anel · todos os lugares sentados
Inaugurado
5 de setembro de 1965
2010–2012 · R$ 670 milhões · reforma para a Copa do Mundo de 2014
Gramado
105 × 68 m · grama natural
dimensões oficiais
Coordenadas
19°51′S · 43°58′O
São Luiz, região da Pampulha
Estrutura
Elipse de 275 × 217 m, estrutura original de 1965 preservada

Governo do Estado de Minas Gerais · Minas Arena, sob concessão administrativa

Av. Antônio Abrahão Caram, 1001 — São Luiz, Belo Horizonte, MG

A História

O Mineirão nasceu de uma lei estadual e de bilhetes de loteria. Projetado por Eduardo Mendes Guimarães Júnior e Gaspar Garreto, foi erguido entre 1964 e 1965 na Pampulha, ao lado do conjunto modernista que Oscar Niemeyer havia desenhado para Juscelino Kubitschek duas décadas antes. Sua superestrutura é uma falsa elipse de 275 por 217 metros — dimensão tal que os engenheiros construíram antes um trecho de teste, o setor experimental 15, para provar que a obra era exequível com equipamento convencional.

Foi inaugurado em 5 de setembro de 1965, com Seleção Mineira 1×0 River Plate e gol de Buglê. Nas décadas seguintes tornou-se o palco comum de Cruzeiro e Atlético — dois mandantes num só endereço, caso raro no futebol brasileiro — e o caldeirão onde o Cruzeiro ergueu a Libertadores de 1997.

Em 22 de junho de 1997, a final do Campeonato Mineiro entre Cruzeiro e Villa Nova levou 132.834 pessoas às arquibancadas: o maior público presente de um jogo de futebol na história do estádio, número que a reforma tornaria definitivamente inalcançável.

Fechado em 6 de junho de 2010 e devolvido em 21 de dezembro de 2012, o Mineirão passou por uma reforma de R$ 670 milhões para a Copa do Mundo de 2014. A elipse original de 1965 foi preservada; o que mudou foi o interior — escavação do gramado, anel inferior refeito, cobertura estendida sobre todos os lugares e capacidade fixada na casa dos 61 mil, todos sentados. Reabriu em 3 de fevereiro de 2013 com o clássico Cruzeiro 2×1 Atlético, cujo primeiro gol foi contra, de Marcos Rocha.

A Copa de 2014 deixou no estádio a cicatriz mais conhecida do futebol brasileiro: em 8 de julho, a Alemanha venceu o Brasil por 7×1 na semifinal, e o Mineiraço entrou para o vocabulário do país. Um ano antes, o mesmo gramado havia recebido a semifinal da Copa das Confederações, e em julho de 2013 a final da Libertadores em que o Atlético bateu o Olimpia.

Desde 2023 o estádio tem um mandante só. Com a mudança do Atlético para a Arena MRV, o Mineirão voltou a ser o que era antes de 1965 não ter alternativa: a casa do Cruzeiro — dentro de um conjunto arquitetônico que a UNESCO declarou Patrimônio Mundial em 2016.

Grandes Momentos

1965
Partida inauguralSeleção Mineira 1×0 River Plate abre o Mineirão
5 de setembro
1997
Campeonato Mineiro · FinalCruzeiro1×0Villa Nova
132.834 presentes, recorde do estádio
2013
Libertadores · Final (volta)Atlético-MG2×0Olimpia
Atlético campeão nos pênaltis
2013
Copa das Confederações · SemifinalBrasil2×1Uruguai
57.483 pagantes
2013
Campeonato MineiroCruzeiro2×1Atlético-MG
reinauguração, 3 de fevereiro
2014
Copa do Mundo · SemifinalBrasil1×7Alemanha
o Mineiraço

Recordes

Maior público em jogo
132.834
Presentes · Cruzeiro 1×0 Villa Nova, final do Campeonato Mineiro, 22 de junho de 1997. Marca anterior à reforma, inalcançável na configuração atual de 61.846 lugares.
Maior público pagante
58.141
Pagantes · Brasil 1×7 Alemanha, semifinal da Copa do Mundo, 8 de julho de 2014 — recorde do estádio reformado.
Maior público em qualquer evento
210.000
Presentes · gravação do DVD Preciso de Ti, da banda Diante do Trono, em 14 de julho de 2001. Não é um público de futebol, e é o maior que o Mineirão já reuniu.
Inauguração
1965
Seleção Mineira 1×0 River Plate, 5 de setembro. Primeiro gol do estádio marcado por Buglê.

Mandantes

Cruzeiro

Único mandante do Mineirão desde 2023. O clube tem no estádio a sua casa desde a inauguração, em 1965, e ali conquistou a Libertadores de 1997 e a maior parte dos seus títulos nacionais.

Antigos Mandantes

Atlético-MG

Dividiu o Mineirão com o Cruzeiro de 1965 a 2023, quando se mudou para a Arena MRV, no Califórnia. Foi no Mineirão que levantou a Libertadores de 2013, diante do Olimpia, e o Brasileirão de 2021.

Como Chegar

A avenida

Todo o acesso de superfície chega pela Av. Antônio Abrahão Caram, que contorna o estádio e leva o nome, desde 1966, do deputado que viabilizou a construção. É por ela que se organizam os bloqueios e o embarque em dia de jogo.

Traçar rota

Tour

Tour Mineirão

Esplanada do estádio — Av. Antônio Abrahão Caram

A visita combina o percurso pelo estádio — vestiários, túnel e beira de gramado — com o Museu Brasileiro do Futebol, que ocupa o complexo sob a esplanada e se concentra na história do futebol mineiro. Horários e funcionamento em dia de jogo são definidos pela Minas Arena.

A Vizinhança

O Mineirão não fica num bairro de futebol: fica dentro de um patrimônio da humanidade. O estádio é parte do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, o complexo modernista que Oscar Niemeyer projetou a pedido de Juscelino Kubitschek e que foi erguido entre 1942 e 1944 — declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO em 17 de julho de 2016. Nenhum outro estádio brasileiro tem esse endereço.

O que há em volta é lagoa e obra de arte, não comércio. A orla da Lagoa da Pampulha contorna o estádio e fecha um circuito de cerca de 18 km. Do outro lado da água estão a Igreja de São Francisco de Assis, com os painéis de Portinari, e o Museu de Arte da Pampulha — o cassino de 1943 convertido em museu em 1957. Casa do Baile e Iate Tênis Clube completam o conjunto original.

Quem chega cedo tem o que ver a pé e pouco onde sentar. O movimento de bar e restaurante de Belo Horizonte está na Savassi e no Centro, a cerca de 10 km do estádio — o entorno imediato é residencial, e em dia de jogo a Av. Antônio Abrahão Caram concentra tudo: bloqueio, embarque e torcida.