Belém, PA · Brasil

Remo

Clube do Remo · Leão Azul

Fundado em 1905 em Belém, o Leão Azul domina o Parazão com 48 títulos estaduais e protagoniza o Re-Pa — um dos clássicos mais disputados da história —, voltando à Série A em 2026 para representar a Amazônia na elite do futebol nacional.

Fundado1905Campeonato Paraense48×Copa Verde2021Série C2005EstádioBaenãoFornecedorVolt SportNo Brasileirão19º

História

O Clube do Remo foi fundado em 30 de agosto de 1905, na cidade de Belém, capital do Pará, como um clube náutico dedicado ao remo e ao ciclismo. Reorganizado em sua forma atual em 1911, o clube adotou as cores azul e branca e o Leão como símbolo, tornando-se rapidamente o eixo da identidade esportiva paraense. Ao longo do século XX, o Remo dominou o Campeonato Paraense com uma hegemonia sem paralelos — 48 títulos estaduais que estabeleceram o Leão Azul como o maior campeão do futebol norte-brasileiro.

O Re-Pa — o clássico entre Remo e Paysandu — é reconhecido como um dos derbies mais disputados do planeta. Com 779 confrontos registrados até 2025, é um dos clássicos mais jogados da história do futebol mundial, tendo sido declarado Patrimônio Cultural e Imaterial do Pará em 2016. A rivalidade transcende o esporte: é uma divisão cultural e social que define Belém, com o Remo representando a tradição e o orgulho azulino em cada edição de um duelo que paralisa a cidade e movimenta o imaginário amazônico.

No plano nacional, o Remo construiu marcos expressivos para um clube do Norte. Em 1991, chegou à semifinal da Copa do Brasil. Em 1993, terminou o Campeonato Brasileiro em 7º lugar na Série A — a melhor campanha de um clube paraense na elite nacional. Em 2005, no ano do centenário, conquistou a Série C do Brasileiro, derrotando o Novo Hamburgo na final por 2 a 1. Em 2021, venceu a Copa Verde sobre o Vila Nova, nos pênaltis, consolidando o Leão Azul como o maior representante do futebol amazônico em nível nacional.

Em 2026, o Clube do Remo retorna à Série A do Campeonato Brasileiro pela primeira vez em décadas, carregando o peso histórico de 120 anos de futebol na Amazônia. O Baenão — o Estádio Evandro Almeida, inaugurado em 1917 — voltará a vibrar com o futebol de elite, e Belém voltará a ter um representante na mais alta divisão do país. O Leão Azul chega à Série A não apenas como clube, mas como símbolo de uma região que sempre mereceu mais espaço no mapa do futebol nacional.

Ídolos

Conquistas

2005

Campeonato Brasileiro Série C

No ano do centenário do clube, o Remo conquistou a Série C batendo o Novo Hamburgo por 2 a 1 na final e garantiu o acesso à Série B. O título ganhou contornos de festa histórica: Belém parou para celebrar um clube que completava 100 anos com um troféu nacional inédito.

2021

Copa Verde

Primeira Copa Verde da história do Clube do Remo, conquistada no Baenão em disputa dramática de pênaltis contra o Vila Nova. O troféu reabriu portas para o reconhecimento nacional do Leão Azul e comprovou que o futebol amazônico tem potência para competir além das fronteiras do Norte.

2025

Campeonato Paraense

Mais um capítulo na hegemonia azulina sobre o futebol paraense. O título de 2025 reafirmou o Remo como o clube dominante do estado e serviu de trampolim para o retorno à Série A do Campeonato Brasileiro em 2026, o maior palco do futebol nacional.

Rivais

ClássicoPaysandu

Re-Pa

O Clássico Rei da Amazônia é um dos derbies mais disputados do futebol mundial — mais de 750 edições de Leão contra Papão dividindo Belém desde 1914.

ClássicoTuna Luso

Re-Tu

O confronto com a Águia do Souza completa o triangular histórico da capital paraense — rivalidade centenária das três grandes de Belém.

Estádio

Baenão
Baenão
Foto RemoUploud · CC BY-SA 4.0 · Wikimedia Commons
Capacidade16.200
Inaugurado1917
CidadeBelém, PA

O Estádio Evandro Almeida, popularmente conhecido como Baenão, foi inaugurado em 15 de agosto de 1917, tornando-se um dos estádios mais antigos em atividade no futebol brasileiro. Localizado no bairro do Baenão, em Belém, o equipamento pertence ao Clube do Remo e passou por expansões significativas em 1935 e 1962, ampliando sua capacidade para os cerca de 18.000 espectadores que hoje ocupam suas arquibancadas. Em 4 de agosto de 1965, o estádio recebeu o nome oficial de Evandro de Melo Almeida, ex-presidente do clube que foi peça-chave em sua consolidação.

O Baenão é mais do que uma arena esportiva: é o quartel-general da identidade azulina em Belém. Nos dias de Re-Pa, o maior clássico do Norte do Brasil, o estádio transforma-se em caldeirão de emoções que ultrapassa o futebol e alcança as raízes culturais da cidade. Em 2021, o Baenão foi palco da conquista da Copa Verde, quando o Remo bateu o Vila Nova nos pênaltis e levantou o primeiro troféu nacional disputado em seu território. Hoje, o estádio conta com controle de acesso por reconhecimento facial, um dos primeiros do Brasil a adotar a tecnologia.

O nome comercial Banpará Baenão, fruto de patrocínio do banco estadual paraense, integra-se perfeitamente ao orgulho local que o estádio representa. Mais de um século de futebol dentro de suas grades fizeram do Baenão um patrimônio vivo de Belém. Em 2026, com o Remo de volta à Série A, o estádio abre seus portões para o futebol de elite mais uma vez — e uma nova geração de torcedores azulinos descobre o que é sentir, ao vivo, o rugido do Leão Azul na casa que o acompanha desde 1917.

Sede Social

Sede Social do Clube do Remo

Nazaré, Belém

O Palácio Azul, na Avenida Nazaré, 962, é sede social azulina desde 1938, quando o clube arrematou o prédio em leilão, e foi tombado como patrimônio pelo estado do Pará. Reformado entre 1955 e 1959, o conjunto avança até a Avenida Braz de Aguiar e abriga o parque aquático e o ginásio Serra Freire. É o coração social do Leão no bairro de Nazaré: casa dos sócios, de eventos e das festas do clube.

Centro de Treinamento

CT Rei da Amazônia

Outeiro, Belém

O CT azulino fica na estrada da Ilha de Outeiro, num terreno de 98 mil m² que o clube comprou e quitou — o antigo CT do Carajás virou propriedade definitiva do Remo. A área tem três campos, vestiários, alojamento e refeitório, atendendo o elenco profissional e a base. Em 2026 o clube iniciou as obras de modernização do CT Rei da Amazônia, com investimento de R$ 15 milhões e entrega prevista para 2027.

Categorias de Base

Base do Remo

Outeiro, Belém

A base azulina treina no CT do clube na Ilha de Outeiro — o antigo CT do Carajás, comprado e quitado pelo Remo —, dividindo os três campos com o elenco profissional e o futebol feminino. É um celeiro de alcance regional, formando atletas para o futebol paraense, e crias recentes como o lateral Kadu e o meia Guty chegaram ao time principal. A modernização do CT Rei da Amazônia, iniciada em 2026, promete dar à formação azulina a melhor estrutura do Norte.

Elenco

Elenco atualizado em 10 de maio de 2026

Goleiro

88brMarcelo Rangel
94brYgor Vinhas
97brIvan

Defensor

2brMatheus Alexandre
3brThalisson
5brLéo Andrade
13brMarllon
17uyCristian Tassano
18cmDuplexe Tchamba
24arBraian Cufré
27brKayky Almeida
79brMarcelinho
98brMayk

Meio-campo

7brGiovanni Pavani
8brPatrick
12brPatrick de Paula
14arLeonel Picco
15brVitor Bueno
23uyFranco Catarozzi
26brDavid Braga
28brZé Welison
35brFreitas
55brZé Ricardo
77grPanagiotis Tachtsidis

Atacante

9brCarlinhos
10brJáderson
11brAlef Manga
19brGabriel Taliari
22brYago Pikachu
33uyDiego Hernández
37brJajá
39brEduardo Melo
45gwJoão Pedro
71arRafael Monti
99brGabriel Poveda

Camisas

Casa
Camisa oficial

Sócio

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Mascotes

Leão Malino

O Leão Malino é o mascote oficial do Clube do Remo desde 2014, quando foi criado por meio de uma campanha de financiamento coletivo promovida pela própria torcida azulina. O nome foi escolhido pelos torcedores em votação popular, combinando o animal símbolo do clube com um espírito malandro e bem-humorado que reflete a cultura belenense. Vestindo o azul e branco do Remo, Malino representa a irreverência e a garra de um clube que carrega 120 anos de história amazônica.

Desde sua criação, Leão Malino tornou-se presença garantida nos jogos do Baenão e nas ações sociais do Clube do Remo em Belém. Sua origem participativa — nascido da vontade coletiva da torcida — faz dele um mascote incomum no futebol brasileiro: não foi imposto pela diretoria, mas escolhido pelo povo azulino. Em 2026, com o Remo de volta à Série A, Malino volta a ser visto em todo o país — levando consigo o orgulho de Belém e a mensagem de que a Amazônia tem futebol e tem história para contar.

Torcidas Organizadas

Camisa 33desde 2009

Nascida de uma comunidade azulina no Orkut, a Camisa 33 realizou sua primeira reunião em 8 de agosto de 2009, em Belém, com a proposta de trazer ao Baenão o estilo das barras sul-americanas: canto contínuo do primeiro ao último minuto, bandeiras, trapos e repertório próprio de músicas. O número do nome remete à histórica invencibilidade de 33 jogos do Remo sobre o rival Paysandu.

É hoje a expressão mais visível da arquibancada azulina — a festa atrás do gol, com bandeiras e percussão, acompanha o Leão Azul tanto no Baenão quanto nos jogos de maior público no Mangueirão.

Remoçadadesde 1989

A Remoçada surgiu em 1989, durante um jogo no Baenão, quando um grupo de torcedores que se destacava agitando a arquibancada decidiu se organizar sob um nome único, estampado nas mangas das camisetas junto ao Capacete Alado, símbolo do clube. É uma das organizadas tradicionais do Remo, presente nas arquibancadas e nas ações da torcida azulina em Belém.

Cantos da Torcida

Essa É a Torcida do Maior do Norte

Essa é a torcida do maior do norte

Sempre estará contigo até a morte

Vamos, meu Remo

Canto da Camisa 33, que levou ao Baenão o estilo de apoio contínuo das arquibancadas sul-americanas — declaração de lealdade incondicional ao Leão Azul, com ou sem resultado em campo.

Azulino Eu Sou

Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe

Azulino eu sou, ô, ô

Grito de identidade do Fenômeno Azul — nome pelo qual a torcida remista é conhecida —, puxado do repertório da Camisa 33 nos jogos em Belém.

Hino

Hino do Clube do Remo

Antônio Tavernard (letra) e Emílio Albim (música) · 1951

Atletas azulinos somos nós

E cumpriremos o nosso dever

Um dia quando unidos para a luta

O pavilhão soubermos defender

Enquanto a azul bandeira tremuleja

O vento a beija, como a sonhar

Honrando esta bandeira que flameja

Nós todos saberemos com amor lutar

E nós atletas, temos vigor

A nossa turma é toda de valor

E nós atletas, temos vigor

A nossa turma é toda de valor

Nós todos no vigor da mocidade

Vamos gozando nessa quadra jovial

E nós, azulinos da cidade

Rendemos vivas ao nosso ideal

Em cada um de nós mora a esperança

Nessa pujança, nosso ideal

E como somos do Clube do Remo

Do nosso amor diremos que não tem igual

E nós atletas, temos vigor

A nossa turma é toda de valor

E nós atletas, temos vigor

A nossa turma é toda de valor

Letra do poeta paraense Antônio Tavernard (1908–1936) sobre a melodia que Emílio Albim (1910–1939) compôs em 1933 para o bloco carnavalesco Cadetes Azulinos — Tavernard adaptou a marcha trocando cerca de trinta palavras. Foi publicado pela primeira vez em 5 de fevereiro de 1951 pelo jornal O Estado do Pará, no 46º aniversário do clube. Como os dois autores faleceram há mais de 70 anos, o hino está em domínio público.

Gestão

ModeloAssociação
Desde1905
PresidenteAntônio Carlos Teixeira (Tonhão)
Mandato2024–2026

O Clube do Remo é uma associação, presidida por Antônio Carlos Teixeira, o Tonhão, que comandou os acessos seguidos até a volta à Série A em 2026, após 32 anos. O estatuto em vigor desde janeiro de 2025 autoriza a criação de uma SAF, mas até julho de 2026 nada foi constituído — o futebol segue sob a associação, com orçamento recorde para a temporada.

Canais Oficiais