Baenão

Foto RemoUploud · CC BY-SA 4.0 · Wikimedia Commons

Belém · PA

Baenão

Estádio Evandro Almeida · Banpará Baenão · Casa do Leão Azul

Aberto em 1917 e restaurado cem anos depois, o Baenão é o maior estádio privado do Norte do país. Recebeu Pelé, o Benfica e a seleção — e é onde o Leão Azul manda o Re-Pa, um dos clássicos mais antigos do Brasil.

Capacidade16.200Inauguração1917Recorde33.487Reabertura2019

Ficha Técnica

Capacidade
16.200
Cobertura parcial · arquibancadas próximas ao campo
Inaugurado
15 de agosto de 1917
Reaberto em 13 de julho de 2019, após cinco anos de restauro · iluminação de LED inaugurada em 1º de março de 2021
Gramado
105 × 68 m · grama natural
dimensões oficiais
Coordenadas
1°27′S · 48°29′O
Nazaré, área central de Belém
Estrutura
Maior estádio privado da região Norte, em terreno de mais de 21 mil m²

Clube do Remo

Tv. Antônio Baena, 444 — Belém, PA

A História

O Baenão foi inaugurado em 15 de agosto de 1917, o que faz dele um dos estádios mais antigos do Brasil ainda em uso pelo clube que o construiu — contemporâneo da Vila Belmiro, aberta no ano anterior. O apelido não tem mistério: o estádio fica na Travessa Antônio Baena, e a rua batizou a casa antes que qualquer nome oficial pegasse.

Ao longo do século o Baenão recebeu o que passava por Belém. Pelé jogou ali em 1965, o Benfica em 1968, e a seleção brasileira em diferentes ocasiões — num tempo em que excursões pelo Norte eram como o resto do país conhecia os grandes times.

O recorde de público é de 7 de setembro de 1976, num Re-Pa de Campeonato Brasileiro que o Remo venceu por 5×2 diante de 33.487 pessoas. É o dobro da capacidade atual, e o clássico contra o Paysandu segue sendo o jogo que define o calendário paraense.

Nos anos 2010 o estádio ficou cinco anos fechado para restauro. Reabriu em 13 de julho de 2019, e em 1º de março de 2021 ganhou iluminação de LED — a reforma que devolveu ao clube a possibilidade de jogar em casa à noite.

Hoje o Baenão é o maior estádio privado da região Norte, em terreno de mais de 21 mil m² no centro de Belém. Os jogos de maior demanda costumam ir para o Mangueirão, do governo do estado, mas é no Baenão que o Remo é dono da própria casa.

Grandes Momentos

1917
InauguraçãoO estádio abre em 15 de agosto, um ano depois da Vila Belmiro, na Travessa Antônio Baena
1965
AmistosoPelé joga no Baenão, numa das excursões que levavam os grandes times ao Norte
1968
Amistoso internacionalO Benfica enfrenta o Remo em Belém
1976
Brasileirão · Re-PaRemo5×2Paysandu
33.487 presentes, recorde da casa
2019
ReaberturaO Baenão volta a receber jogos em 13 de julho, após cinco anos de restauro

Recordes

Maior público
33.487
Presentes — Remo 5×2 Paysandu pelo Campeonato Brasileiro, 7 de setembro de 1976. Cerca do dobro da capacidade atual.
Um dos mais antigos do país
1917
Inaugurado em 15 de agosto, ainda em uso pelo clube que o construiu.
O restauro
5 anos
O estádio ficou fechado meia década e reabriu em 13 de julho de 2019; a iluminação de LED veio em 1º de março de 2021.
Maior estádio privado do Norte
21 mil m²
Área do complexo, no centro de Belém.

Mandantes

Remo

Dono e único mandante desde 1917. Os jogos de maior demanda vão para o Mangueirão, estádio do estado, mas a casa do clube é esta — e é dela que o Remo saiu para restaurá-la por cinco anos.

Como Chegar

A pé

O Baenão fica na área central de Belém, perto de Nazaré. Quem estiver hospedado no centro chega caminhando — é um estádio de rua, não de esplanada.

Ônibus urbano

A rede municipal de Belém atende toda a área central e é o transporte público disponível: a cidade não tem metrô nem trem urbano.

A chuva

Belém tem chuva quase diária no fim da tarde, e ela chega forte e pontual. Guarda-chuva ou capa é item de jogo noturno, não de precaução exagerada.

Traçar rota

Tour

Visita ao Baenão

Tv. Antônio Baena, 444 — portaria do estádio

A visita percorre vestiários, túnel e a beira do gramado de um estádio de 1917 restaurado um século depois. É a casa própria do Remo, e a agenda depende inteiramente do calendário do clube.

A Vizinhança

O Baenão está na área central de Belém, perto de Nazaré — o bairro da Basílica de Nossa Senhora de Nazaré, onde acontece o Círio, a maior procissão religiosa do país. É estádio de rua, encaixado no tecido urbano, sem estacionamento de arena nem esplanada em volta.

A Belém que o visitante quer ver está a poucos quilômetros: o Ver-o-Peso, mercado à beira da baía do Guajará, a Estação das Docas, o Mangal das Garças e o casario do centro histórico. É uma das cidades brasileiras em que o passeio e o estádio cabem no mesmo dia.

Em dia de Re-Pa a cidade inteira se divide entre azul e bicolor, e o entorno do estádio ferve desde cedo. Vale reservar tempo para a comida paraense — tacacá, maniçoba, açaí de verdade —, que é atração por si só e está a poucos quarteirões do portão.